quinta-feira, 18 de outubro de 2012

(SEÇÃO CONVIDADOS) A noite em que transei gostoso com meu professor de Metafísica II - por Cássia, a estudante de filosofia ninfomaníaca

Olá, amigos da rede mundial de computadores! Hoje vamos estrear uma nova seção aqui no Blog do Chaleira. Uma seção em que convidados mais do que especiais irão postar sobre coisas super da hora. E para começar ninguém melhor que minha grande amiga Cássia, a estudante de filosofia ninfomaníaca. Ela vai contar pra gente um continho muito sensual sobre a noite em que transou com seu professor de Metafísica II depois de uma aula sobre o Ser e Tempo. Divirtam-se!

ATENÇÃO: ESSE POST É PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS, PESSOAS COM PROBLEMAS NO CORAÇÃO E HERMENEUTAS. 

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Um oi gostosinho para todos você, leitores do Blog do Chaleira. Primeiro, eu gostaria de agradecer ao meu amigo de loga data, Chaleirinha, pela oportunidade de escrever em seu tão famoso blog. Agora eu irei me apresentar, meninos. Me chamo Cássia e estou no sexto semestre de licenciatura em Filosofia por uma pequena universidade particular. Tenho 22 anos e minha altura é 1, 69 (é o que toda mulher baixinha diz, né? rsrsrsrsrs). Sou morena, mas de pele clarinha. Tenho cabelos lisos e longos, que quase chegam na altura da cintura. Meus olhos são verdes, só que um pouco escuros. Tenho seios que vão de médios para grandes, mas bem empinadinhos e durinhos, coxas grossas e firmes e meu bumbum é bem grande e redondinho. Não quero parecer exibida e nem convencida, mas os meninos sempre falaram que sou muito linda e gostosa. Eu não tenho medo de novas experiências e o que é diferente sempre me atraiu. Tenho sempre muito prazer em experimentar coisas exóticas e um pouco maluquinhas rsrsrsrs. Quando se trata de sexo, então, às vezes eu até chego a perder o controle quando busco diversão e prazer, como na historinha que irei contar para vocês hoje.

Toda terça-feira eu tenho aula de Metafísica II com o professor Aloísio. Ele já é um homem velho, uns 60 anos, muito magro e alto. Meu professor Aloísio é muito sério e parece que não tem muito jeito com as mulheres. Eu não sei por que, mas esse tipo de homem sempre me atraiu muito. Nossas aulas são sobre Heidegger. Sobre o seu livro Ser e Tempo, para ser mais precisa. E se tem uma coisa que me deixa com muito tesão, essa coisa é a fenomenologia hermenêutica heideggeriana. Só de pensar já me contraio de prazer, rsrsrsrsrs. Também tenho muito prazer em provocar os homens, principalmente meus colegas e professores de Filosofia, Gosto de deixá-los loucos de tesão. Por isso, sempre que dá, gosto de ir na aula com roupas apertadinhas, sem sutiã e sem calcinha, pois sei que meu corpo é gostosinho rsrsrs. 

Foi assim que fui na aula naquele dia. Só que naquela aula o profe Aloísio não parava de me olhar de um jeito diferente. E quando eu ficava o encarando, ele ficava vermelho e desviava o olhar. Saquei na hora o que estava acontecendo, mas não fiz nada porque ele é meu professor e eu não quero dar problemas para ele. Depois da aula fiquei conversando com meu colega Marcos (que é doidinho por mim) e acabei perdendo o ônibus. Que droga! Tive que ir para casa a pé. Vocês podem imaginar o sucesso que uma menina bonita como eu faz ao caminhar pela rua depois das dez horas da noite. Eu estava usando uma calça azul escura bem apertada, aquelas que a gente usa na acadêmia, e uma camisa branca bem coladinha, que eu usava para destacar ainda mais meus seios. Como estava saindo de uma aula sobre Heidegger na qual o professor ficou me secando o tempo inteiro, eu estava com um tesão muito grande enquanto caminhava. Assim o tesão aumentou o volume dos meus seios e meus mamilos ficaram durinhos, o que dava pra notar muito bem através da camiseta. E como eu estava sem calcinha e com uma calça bem coladinha no bumbum, dava pra ver perfeitamente o contorno da minha vagina. 


Ao redor de minha universidade tem muitos bares e os rapazes sempre mechem comigo. Naquele dia não foi diferente. Cruzei na frente de uns rapazes que disseram "mas que gostosa, pegava fácil". Fingi que nem ouvi e continuei andando. Caminhei mais um pouco e outro grupo de meninos mexeu comigo. Um deles, que estava mais bêbado e exaltado, disse que me lamberia até eu implorar para ser comida. Senti nojo, mas também um pouco de tesão (sou bem safadinha rsrsrs). Foi quando um carro parou na rua e me ofereceu carona. Fiquei com medo e então notei que era o carro do profe Aloísio. Aceitei a carona.


- É perigoso voltar para casa sozinha essa hora, Cássia. 

- Eu sei, profe, mas é que eu perdi o ônibus. 

O profe Aloísio estava bastante nervoso e eu sei que ele só queria me ajudar. E isso me deixou muito excitada. Ele me perguntou onde eu morava e seguiu naquela direção. Foi quando paramos num sinal vermelho. Sem perceber, eu comecei a passar a mão no pinto dele por cima da calça. "Meu Deus, o que eu estou fazendo?", eu pensei. Ele se assustou, tirou minha mão e ficou sem saber o que falar. Eu sabia que ele também queria e então insisti:


- Profe, eu vi como você me olhava na aula de hoje...


Ele então mudou a trajetória e seguiu com o carro para um lugar estranho. Minha vagina que já estava úmida agora estava ensopada. Passamos por um viaduto e chegamos numa rua quase deserta, quase sem nenhum movimento. A rua foi ficando cada vez mais deserta. Paramos o carro. Olhei em volta e não tinha mais ninguém ali. Dificilmente alguém passaria por ali e, como os vidros do carro possuíam película escura, ninguém poderia nos ver. Eu estava tremendo de tão nervosa e excitada ao mesmo tempo. Nem esperei o profe falar nada. Coloquei meu caderno e meu exemplar do volume I do Ser e Tempo traduzido pela Márcia Cavalcanti no chão e tirei meus tênis e minha camiseta. Aí novamente comecei a acariciar o pinto dele por cima da calça. Cheguei bem pertinho do ouvido dele, esfreguei meus seios em seu peito e sussurrei bem safadinha: "reage, profe". então abri o zíper daquela calça e tirei seu pinto para fora. Ele ainda estava meio mole, mas era bem grande e grosso, tinha uma cabeçona marrom. Quando ele viu meus seios de fora, o pintão dele ficou duro em um segundo. "Profe Aloísio, uau! Quem diria, nossa!" - exclamei. 


Comecei a bater uma punheta para ele e ele me olhava com uma cara de que não acreditava no que estava acontecendo. Tive nojo de chupar seu pinto, então peguei uma camisinha que estava na minha carteira, a coloquei carinhosamente no pinto do meu professor Aloísio e comecei a chupá-lo bem devagar, enquanto ele segurava e acariciava os meus cabelos. Olhei para o seu rosto velho e vi o imenso prazer que ele estava sentindo. Continuei com ainda mais vontade. Eu o fazia delirar, enquanto chupava com toda a categoria e experiência. Lambia da cabeça ao saco, mordiscava a cabecinha, engolia quase o pinto por inteiro e olhava para meu profe com uma cara de vagabunda. Ele só gemia gostoso. Depois me deitei no banco e disse que ele poderia fazer o que quisesse comigo. Ele apertou meus braços com força, chegando a me doer um pouquinho. E então começou a lamber e a chupar os meus seios. Eles estavam duros e empinados e meu professor de Metafísica II enchia suas mão com eles, apertava e os beijava. Depois ele abriu as minhas pernas e começou a beijar as minhas coxas e também a lambe-las. Em seguida desceu a língua em minha vagina. Abri mais as pernas enquanto ele enfiava a língua com força em mim. Vi que ele não sabia muito bem o que estava fazendo, pois nem tocou no meu clitóris. Então ele me penetrou com seu pintão e eu tive que conter o grito. Ele enfiou com muita raiva e tesão em razão de todo esse tempo de desejo acumulado em nossas aulas sobre o Ser e Tempo. 


Apesar de molhada, minha vagina é apertada e ele teve que ir forçando seu pinto cada vez mais e mais. E eu ficava cada vez mais louquinha. Depois que seu cacete filosófico estava inteiro dentro de mim, ele começou a meter com movimentos rápidos. Sentia que seu pênis iria furar o meu útero, devido a força que ele usava para me foder. Parecia que ele ia me rasgar no meio, porque era muito grosso o pinto do meu profe Aloísio. Enquanto ele metia em mim, eu apertava a bunda, arranhava o estofado do banco do carro e o chamava de heideggeriano gostoso. Daí ele tirou o pinto e mandou eu ficar de quatro no banco de trás do carro.


Ele beijou e lambeu minha bunda e minha vagina algumas vezes antes de voltar a botar seu pau em mim. Agora ele me comia com mais fúria e segurava os meus seios. Me senti uma cadela naquela posição. Mas estava gostoso e só isso era o que importava. Como eu estava louca de tesão, pedi pra ele gritar coisas heideggerianas para mim. 


- SER-NO-MUNDO, SER-COM-OS-OUTROS, SER-JUNTO-AS-COISAS, INDÍCIOS FORMAIS, DASEIN, DASEIN DAAAAAAASEEEEEEIN!!!!!! - ele gritava enquanto me fodia com muita força e tesão. 


Eu gozei como nunca havia gozado antes. Ele metia cada vez mais rápido gritando conceitos heideggerianos como um lunático. De repente ele gozou gemendo bastante. Acho que fazia tempo que meu profe Aloísio não transava. Quando ele tirou seu pinto de dentro de mim, vi a camisinha cheia. Eu estava muito cansada e então só me deitei no banco da frente. Ele também voltou para o banco do motorista e ficou brincando com o meu corpo, tocando meus seios e minhas coxas e me lambendo. Tentou me beijar na boca, mas eu não deixei porque não sou uma vagabunda. Então nos vestimos. Ele ligou o carro e me levou para casa. Quando descia do carro, ele me olhou e disse: 


- Olha, eu gostei muito de transar com você, mas sou seu professor e não quero problemas. Então ninguém pode ficar sabendo.


Eu fiz que sim apenas balançando a cabeça. Então virei as costas e iria me dirigir para  o portão de minha casa, quando o escutei falando:


-Ah, Cassia, não esqueça que semana que vem você terá que apresentar um seminário sobre a linguagem no capítulo dois de o Ser e Tempo.

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Bem, amiguinhos, essa foi a nossa convidada especial do dia, Cássia, a estudante de filosofia ninfomaníaca. O que vocês acharam de seu belo conto? Gostaram? Manifestem-se nos comentários e até breve!  



domingo, 7 de outubro de 2012

Post sem nenhum sentido do Chaleira


Às 
Às vezes...
Às vezes eu
Às vezes eu me pego. 
Às vezes eu me pego pensando. 
Às vezes eu me pego pensando em você. 
Às vezes eu me pego pensando.
Às vezes eu me pego.
Às vezes eu
Às vezes...
Às

(Esse foi o post sem nenhum sentido aparente do Chaleira, um oferecimento de SBT: terrível contra os insetos. Contra os insetos. Cultura, a gente vê por aqui. Heidegger, dê férias para seus pés)

Vamos acabar esse post com a imagem de um bebê rinoceronte, certo? Certo.  


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Dicas para melhorar o debate eleitoral

"Mina, cadê teu nariz???"
Como vocês já devem estar sabendo, hoje aconteceram os últimos debates do primeiro turno das eleições municipais. Eu não sei quanto a vocês, mas eu estou bastante decepcionado com o nível dos debates que tivemos nestas eleições. Não podemos deixar que a festa da democracia seja tão sem graça, gente. Por isto, na qualidade de cidadão responsável e pagador de impostos que sou, irei dar dicas para melhorar os debates do segundo turno das eleições (vai que alguém da Globo esteja lendo esse post, sei lá, beijo pra você Xuxa!)

- O debate será em um ringue e todos os candidatos estarão vestidos como gladiadores. Será chamado um candidato por vez, que entrará no ringue ao som daquela música do Rocky Balboa. 

- Se o candidato não responder a pergunta em dez segundos, perderá por nocaute. 

- O gongo soa no final de cada resposta. 

- No final e no começo de cada bloco entrará no ringue uma mulher de biquíni com uma placa anunciando o round que está acabando ou começando.

- O presidente do partido poderá jogar a toalha e desistir do debate em qualquer momento da disputa se achar que seu candidato corre risco de morte. 

- O candidato poderá se recusar a responder uma pergunta desde que consiga pegar os dez sabonetes na prova da banheira do Gugu. 

- O mediador e condutor do debate será o Bruno de Lucca.

Gente, deu a loca no De Lucca kkkkkkkkk

- Na madrugada do debate será exibido o Corujão do Debate, no qual políticos aposentados assistem e comentam os lances do debate, avaliando o desempenho de cada candidato e lamentando por a política de hoje não ser como a política de antigamente, em que os políticos debatiam com amor a camisa do partido e não pensavam tanto em dinheiro. 

Isso pode, Arnaldo???
- Evidentemente que o debate será narrado pelo Galvão Bueno ("RRRRRRRRRRRusssomaaanoooooo do PRB, haja coração!").

- Inclusão de candidatos argentinos, que são mais marrentos e malandros. Assim o Galvão poderá dizer "ganhar um debate é sempre bom, mas ganhar um debate de um argentino é melhor ainda, amigo!"

- Participação popular através das perguntas previsíveis do amigo internauta. 

- Entre uma pergunta e outra, uma apresentação com a bateria da escola de samba Mangueira ou com o grupo Olodum. 

- Debate Kids, com os filhos dos candidatos. 

- Escolher pelo site da Globo um mascote para o debate. Pode ser o Debatezinho, o Voto Certo ou o Votinho. 

- Quem erra a resposta para uma pergunta tem que tirar uma peça de roupa (sensual, né?). 

- O vencedor do debate ganha 10 mil reais em barras de ouro que valem mais do que dinheiro. 

- O vencedor do debate ganha também uma coroa e passa a ser chamado de o Rei do Debate. No final do ano ele disputa ao vivo no palco do Caldeirão do Huck, junto com outros candidatos vencedores de outros debates, o Super Debate, que resultará no Rei dos Reis do Debate ("Maestrobilly, som na caixa do Calderaaaaaaaão!")

- Todos os discursos finais serão escritos e falados pelo Pedro Bial.

- O mediador deve ficar fazendo provocações tentando fazer dois candidatos brigarem ("Vai deixar ele falar isso?" "Olha o que ele falou do teu partido" "Vish, meteu a mãe no meio" "Se diz isso pra um homem dá até morte...")

- O mediador fará comentários de duplo sentido questionando a sexualidade dos candidatos ("nossa ela tá nervosa" "uiuiui, ela quer mais investimentos na educação, que meda" "ui, como ela é perigosa")

- Parar o debate no meio da resposta de alguém para fazer propaganda da câmera digital Tekpix. 

- Decidir algumas questões do debate com um duelo de danças ou no braço de ferro.

- Distribuir cornetas e bolinhas de papel para o público do debate.

- Será permitido fazer perguntas sobre o tema "variedades", que incluirá questões como "Qual é o verdadeiro nome da Nina da novela Avenida Brasil?", "Qual a atual música de sucesso da dupla João Bosco e Vinicius?" e "Com qual ator global é casada a atriz Grazi Massafera?". 

- Os candidatos terão que acertar qual é a música que o Pablo Qual é a Música está dublando (afff tô abrindo parênteses do nada hoje em todas as frases)

- No meio da torcida de um dos partidos ficará o eufórico repórter Márcio Canuto, que entrará no ar a qualquer momento com uma animada entrevista. 
Que cachorro o quê??? Eu não sou cachorro, não.
- Os bastidores e as falhas de gravação todo mundo poderá ver lá Vídeo Show do dia seguinte. 

- Desfile com roupas de banho e desfile com roupas de gala com os candidatos (imagina que da hora o Serra lá de sunguinha kkkkkkkkk).

- Cada bloco do programa será encerrado com essa vinheta aqui: http://www.youtube.com/watch?v=ASVEw7NX-F4

- Escolha do Gato do Debate, com direito a vídeo do candidato passeando pela praia ao entardecer (vai Chalita!).

- Depois do debate terá um show com a banda Roupa Nova (só sucessos). 

Bom gente, agora só resta esperarmos alguém da produção da Rede Globo ver esse post e teremos um debate muito mais legal no segundo turno destas eleições. Bom final de semana para todos e votem com consciência (mas não com a consciência kantiana com suas categorias do entendimento kkkkkkkk é muito sem noção aquilo lá kkkkkkk). Um Beijo e que Papai do Céu proteja todos vocês. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Post sério e bonitinho do Chaleira

Não cometa o grande erro de aos vinte e poucos anos escrever um post de amor. Porque aos vinte e poucos anos não se escrevem mais posts de amor. Quando você estava no colégio, conheceu aquela menininha de aparelho nos dentes e teve certeza que a amava. Como poderia não amar? Você não queria tocá-la e nem fazia questão de conversar com ela. Apenas se contentava com um "oi" a cada três dias e de às vezes sentar no mesmo banquinho na hora do recreio. Daí um dia você escreve um bilhetinho com "eu te amo" dentro de um coração. Assim você escreveu sua primeira coisa de amor. E estava tudo bem. Porque você ainda não tinha vinte e poucos anos. E só é errado escrever um post de amor aos vinte e poucos anos. Então o tempo passa, passa e passa. E você passa a negar o amor. Você nega, nega e nega. "E as namorada, Chaleira?" "Que namoradas o quê?" e você sai vermelho. Você, menino estranho, não quer ser estranho na frente dos outros, não é? De noite, sozinho no quarto, você pode escrever os poemas de amor mais feios do mundo. Porém nessa idade tudo bem escrever coisas de amor. O que é errado é aos vinte e poucos anos escrever um post de amor. E mais tarde você ama a Renata. Porque a Renata é linda, a Renata tem olhos bonitos, você gosta de ficar perto da Renata, a Renata é divertida, não é previsível, a Renata. Só que a Renata não dá bola pra você (ou pelo menos você não sabe se a Renata dá bola pra você). Um dia você manda uma mensagem por celular para a Renata. Ela ri de você, mostra para as amigas e agora você é o menino-esquisito. Mas no fundo ainda está tudo bem. Porque você ainda não fez vinte e poucos anos. E só aos vinte e poucos anos é errado escrever um post de amor. Por fim você decide nunca mais olhar para as garotas, mesmo que seu corpo não concorde muito com isso. Os amigos dizem que você precisa parar com essas coisas e aprender a fazer sexo. Você acredita e esquece as palavras de amor. O problema é que chega um dia em que mesmo não se importando mais com as garotas, você começa a se importar com uma garota. A garota. Porque ela sabe se vestir, porque ela tem bom gosto pra música, porque ela tem um olhar triste, porque ela é misteriosa, porque ela sorri diferente. Aí você sente vontade de voltar a escrever coisas de amor. Só que agora é tarde. Agora você não pode mais escrever coisas de amor. Porque você já tem vinte e poucos anos. E com vinte e poucos anos não se escrevem mais posts de amor. 

Esse foi o post sério e bonitinho do Chaleira, de acordo com a lei federal número 9142,21 (Brasil: um país de todos). Voltaremos a qualquer momento com a nossa programação normal.

Ou não. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Dez regras para um churrasco com aura

Oi para vocês. Como nessa semana comemoramos a Revolução Farroupilha (vocês não acham incrível que o Brasil tenha feito a sua independência e daí duas semanas depois o Rio Grande do Sul foi lá e conquistou a dele?), eu, Chaleira Pitareli, vou presentear vocês, meus queridos dois leitores, com as dez regras para um churrasco com aura, afinal, não é toda semana que comemoramos uma revolução que não deu certo, né?
Então, canetinha, papel e tesoura sem ponta na mão, que aqui vão as dez regras para um churrasco com aura:


1- Só é permitido comer a carne que o tiozão der (nada de ficar pedindo um pedacinho sem gordura).
2- É proibido pegar a carne com palitinho.
3- Arroz off.
4- É obrigatório aos sobrinhos conversar sobre construções e reformas com os tios.
5- O tiozão deve levar um pratinho com farofa e carne para a mesa das esposas.
6- O tiozão bêbado tem que falar "agora vou botar um rock pauleira para os sobrinhos". Daí ele vai no carro e coloca Dire Straits tocar.
7- Maionese é por conta das tias.
8- A cerveja tem que estar gelando numa caixa de isopor e nunca no freezer ou na geladeira.
9- O tiozão uma hora tem que perder completamente a noção, dar cerveja para o sobrinho de 11 anos e falar: "já tá na hora de ele começar".
10- É função da tia sempre perguntar para o sobrinho: "e as namorada?"

Agora vocês já estão prontos para passar a Semana Farroupilha lembrando os bons tempos do churrasco de outrora, antes de o mundo, o Brasil e o Rio Grande perderem sua aurinha.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O dia em que Derrida desconstruiu Foucault e descobriu que ele não era gay






Século passado. Paris pós-guerra. Uma reunião entre os mais importantes intelectuais franceses termina com apenas dois homens sentados à mesa. Eles são Michel Foucault e Jacques Derrida.

Foucault: Mas como eu estava lhe dizendo, Derrida, suas ideias são fantásticas. Queria ver a cara do Heidegger quando ele leu o seu artigo dizendo que o ser não é o que há de mais originário e que o próprio Heidegger na verdade não passaria de mais um metafísico.
Foucault dá uma gargalhada.
Derrida (rindo também): Agora aquele nazistinha sabe o lugar dele, não é?

Foucault assume um semblante sério e se aproxima de Derrida.
Foucault: Derri...Posso lhe chamar de Derri? Preciso lhe perguntar algo muito sério.
Derrida (também agora muito sério): Então me pergunte, Foucault. Não pode haver cerimônias entre nós da elite intelectual européia.
Foucault: Vamos cair na noite? Borá lá?
Derrida (muito surpreso): Cair na noite, Foucault? Como assim?
Foucault: Vamos pra zoeira. Eu tô ligado que você é da zoeira. Hoje a patroa me deu passe livre. Vamos beber, agitar, pegar umas menininhas...
Derrida (ainda mais surpreso): Patroa? Beber? Agitar? PEGAR MENININHAS? Mas você é gay, Foucault!
Foucault: Sou o quê?
Derrida: Gay, você é gay, Foucault.
Foucault: Eu não sou gay. Nunca fui gay. Quem foi que disse que eu sou gay?
Derrida: Todo mundo diz. Paris inteira diz, a França inteira diz, a Europa toda diz que você é gay. Você é gay, Foucault.
Foucault: Isso é um absurdo! Como eu nunca soube disso, Derri? Eu até sou casado!
Derrida (com surpresa): Você é casado, Foucault?
Foucault: Sim, e tenho dois lindos filhos.
Derrida: Mas então por que a gente nunca te vê com sua esposa?
Foucault: Eu sou discreto em relação a minha vida particular, Derri. Isso é ser gay?
Derrida: Claro que não, por Deus, Foucault!

Foucault (agora rindo): Você acha que eu sou gay apenas porque escrevi a História da sexualidade... Então você também acha que eu sou louco, visto que também escrevi uma História da Loucura?
Derrida: Não é só esse livro, Foucault. Todo o seu pensamento é gay. “Isso é um cachimbo ou isso não é um cachimbo?”, admita que isso é muito gay...
Foucault: Falou o cara da différence, “olha só como uma letrinha muda tudo blábláblá”....
Derrida: Não são apenas suas ideias, Foucault. Você por si só já é muito gay.
Foucault: Como assim?
Derrida: Veja suas roupas, esse cachimbo, seu chapéu...
Foucault: O que eles têm?
Derrida: São gays, Foucault, eles são muito gays.
Foucault: Mas isto é um absurdo, Derri! Quem compra as minhas roupas é a minha mulher.
Derrida: E onde ela as compra?
Foucault: Les Galeries Lafayette.
Derrida: É uma loja para gays, Foucault.
Foucault: Como assim? O que isso quer dizer?
Derrida: Quer dizer que vende roupas para pessoas gays, é isso que quer dizer.
Foucault (surpreso): Mas que coisa! Preciso avisar a minha esposa...
Derrida (com desdenho): Sim, avise a sua esposa...

Foucault: Eu estou lhe dizendo, Derri, eu não sou gay.
Derrida: Você é, sim, gay, Foucault.
Foucault (irritado): Pare de dizer que sou gay. Eu não sou gay!
Derrida (irritado também): Pare de dizer que você não é gay. Você é gay!
Foucault: Não sou, não!
Derrida: É gay, sim.
Foucault: Não sou, não!
Derrida: Você é gay e pare de negar!
Foucault: Eu não sou gay! Isso que dá sair por aí desconstruindo o outro. Você acha que todo mundo é gay!
Derrida (recuperando a calma): Todo mundo não, Foucault, só você, só você que é gay.

Foucault: Então todos pensam que eu sou gay, Derri?
Derrida: Sim, todos pensam que você é gay.
Foucault: Até na Alemanha?
Derrida: Até na Alemanha, Foucault.
Foucault: Mas que coisa triste! Agora eu estou preocupado...
Derrida: Não há nada de errado em ser gay, Foucault...
Foucault: Eu sei, mas acontece que EU NÃO SOU GAY!

Derrida: Mas, esqueça isso, onde você quer ir agora?
Foucault: Estava pensando na Avignon. Eu sempre vou lá. É muito simpático e divertido.
Derrida: Sério? Na Avignon?
Foucault: Sim, na Avignon. O que tem demais?
Derrida: A Avignon é uma boate gay, Foucault.
Foucault: Uma o quê?
Derrida: Uma boate gay.
Foucault: E o que é isso?
Derrida: É uma boate frequentada por gays.
Foucault: Uma boate frequentada por gays? Mas que conceito fascinante! Esse mundo pós-moderno não cansa de me surpreender, viu Derri?
Derrida: Estou vendo, Foucault.
Foucault: Estou confuso. Tenho certeza que vejo por lá muitas mulheres bonitas.
Derrida: São homens, Foucault. Homens gays que se vestem de mulheres. São chamados de travestis.
Foucault: Alguns homens gays se vestem de mulher? Que mundo incrível esse em que vivemos, meu amigo! 

Derrida (cansado): Escolha outro lugar, Foucault. Vamos sair rápido daqui.
Foucault: Está bem. Então vamos para o Le Queen.
Derrida: Outra boate gay, Foucault. Preste atenção no nome da boate, Foucault. Ele já é gay.
Foucault: Tudo bem. Estou começando a ficar muito confuso. Então, Derri, escolha você para onde vamos. E não escolha nada gay, certo?
Derrida: Certo, vamos para um barzinho aqui perto. É simples, porém é adorável. Podes ficar tranqüilo que os gays não costumam frequentá-lo.
Foucault: Para mim está ótimo. Quero ficar longe de tudo que é gay por uns tempos. Apenas vamos encontrar um amigo que está me esperando logo aqui perto. Ele é estrangeiro. Filósofo também. Brilhante. Um pouco rústico e másculo demais, eu admito. Porém já foi herói de guerra.
Derrida: Ótimo! Adoro encontrar com o outro. Como se chama este seu amigo?
Foucault: Wittgenstein.